Na Islândia, a crença nos elfos – conhecidos como Huldufólk, o “povo oculto” – faz parte profunda da identidade cultural do país. Essas criaturas do folclore nórdico são descritas como seres que vivem paralelamente aos humanos, escondidos em rochas, colinas e campos de lava.
Diferente de simples personagens de contos infantis, os elfos são tratados com respeito: muitas pessoas acreditam que eles têm emoções, famílias e regras próprias, e que interferir em seus territórios pode trazer má sorte ou desequilíbrio.

Essa crença persiste por vários motivos.
O primeiro é histórico: as sagas islandesas medievais, transmitidas oralmente por séculos, sempre incluíram seres sobrenaturais como parte do mundo real.
O segundo ponto é o ambiente natural da Islândia, marcado por paisagens dramáticas, vulcões, neblina e campos de lava que facilmente evocam a sensação de um mundo invisível coexistindo com o nosso.
Além disso, a sociedade islandesa valoriza a tradição oral e a imaginação como formas legítimas de compreender a realidade, sem uma separação rígida entre o racional e o mítico.
A chamada “estrada dos elfos” é um exemplo concreto dessa convivência entre modernidade e crença tradicional. Em alguns casos, projetos de estradas e construções foram desviados para evitar rochas consideradas morada do povo oculto.
Oficialmente, isso também envolve respeito ao patrimônio cultural e ao meio ambiente, mas simbolicamente representa algo maior: a ideia de que o progresso não deve atropelar aquilo que não se vê.
Na Islândia, acreditar nos elfos faz parte dessa jornada incrível de adentrar neste lindo lugar mágico!