A minha primeira viagem à Islândia aconteceu em abril de 2023 e foi muito mais do que eu imaginava. Era um sonho antigo: conhecer um país que sempre me pareceu quase irreal, com praias de areia negra, montanhas dramáticas e uma vida animal tão presente: ovelhas, cavalos, puffins, raposas. Mas nada me preparou para o que senti ao chegar.
A Islândia foi, para mim, um abraço silencioso. Uma energia serena, quase sagrada, que acolhe e transforma. Há algo de profundamente mágico naquele território: como se, ali, a natureza falasse mais alto: no vento que sussurra, na vastidão das paisagens, na força crua dos elementos. É impossível não se sentir pequeno diante de tudo aquilo, e, ao mesmo tempo, curiosamente inteiro.
É um país vulcânico, de contrastes intensos: quase sem árvores, coberto por campos de lava e musgo, com estradas que parecem conduzir sempre a uma nova obra-prima natural. Cada curva revela um cenário inesperado, como se o céu e a terra estivessem em constante criação.
Viajar pela Islândia é, acima de tudo, uma experiência de conexão. Conexão com a natureza, com o silêncio, com o sentir. É uma viagem de cura, de encontro – e também de reencontro consigo mesmo. Há uma quietude poderosa ali, um convite constante à contemplação.
É também um país admirável pela sua essência: pequeno, resiliente, com uma das sociedades mais igualitárias do mundo. Um lugar moldado por invernos rigorosos e pela escassez de um verão pleno, e talvez seja justamente essa dureza que o torna ainda mais especial.
Já visitei 30 países, mas a Islândia ocupa um lugar único. Não se compara – simplesmente não existe nada igual. Foi na Islândia que fiz as fotografias mais lindas de toda a minha vida!
As praias de areia negra, as colunas de basalto, os vulcões adormecidos, os cavalos robustos de pelo espesso, os incontáveis banhos termais, as cascatas imponentes, as baleias, as estradas que parecem não ter fim, as montanhas, o clima imprevisível, as auroras… tudo ali parece carregado de significado.
Há uma energia difícil de explicar, como se o país inteiro fosse um grande templo a céu aberto, um espaço de cura e introspecção. Para quem aprecia a natureza em estado puro, a solitude e os mistérios da vida, apaixonar-se pela Islândia não é uma possibilidade: é inevitável.
Voltei nos dois anos seguintes. E, ainda assim, já sinto saudades.